MUITO MAIS QUE MUDANÇA CAPILAR

Não adianta eu começar esse post dizendo “eu era uma pessoa…”, porque eu ainda sou uma pessoa muito adepta à zona de conforto. Pra tudo.

Sim eu não acho que isso seja legal, sim eu tenho consciência que você perde oportunidades quando fica enraizado dentro dessa bolha.

Faz mais ou menos 2 anos que eu comecei a mudar os cabelinhos, assim como você pode acompanhar por aqui também. Afinal, sempre venho aqui desabafar sobre a famosa crise existencial capilar.

Nesses últimos dois anos eu mudei muito meu estilo, minha maneira de me vestir e descobri várias coisas que eu ainda não sabia sobre mim, uma delas: o quanto eu amo mudar o meu cabelo e o significado por trás de cada mudança por menor que seja.

Vou montar aqui uma linha do tempo com fotos que mostram cada decisão que surgiu do nada, brotou na cabeça e eu fui lá e fiz.

Fevereiro 2014 – Comprido, sem corte e sinceramente: sem nada que representasse a Renata que eu ainda estava por descobrir.

Outubro 2014 – Foi a primeira vez que eu cortei curto. Gostei na primeira semana e depois eu comecei a detestar. Não lembro por qual motivo, eu só sei que não gostei dele assim naquela época e foi um parto para esperar ele crescer de novo.

Setembro 2015 – Eu já tinha a franja mais curta fazia alguns meses e ainda estava me acostumando com a ideia, pensando se eu gostava daquilo ou não. Ela tava meio repicada e isso me irritava um pouco.

Dezembro 2015 – A franja que eu me encontrei. Retinha e sem repique nenhum, super curtinha. Foi aí que eu comecei a pensar “ué, mas não é que eu amei e tem tudo a ver comigo?”.

Julho 2016 – Eu já tinha pintado o cabelo com um pouquinho de loiro e me lembro como se fosse ontem conversando com a cabeleireira “Pati, pelo amor de deus eu só quero um pouquinho, bem mais pro dourado do que pro loiro.”

Novembro 2016 – BANG! Voltei a insistir na ideia do cabelo curto e eu estava numa fase diferente da vida. Já tinha superado completamente um relacionado abusivo que eu tive e já estava pensando nas mudanças por mim sem me importar com os outros. Essa liberdade foi crucial no amor que eu senti pelo meu cabelo curto. Aqui o “loiro” tinha saído quase que por completo.

Julho 2017 – Meu cabelo já era curto, mas ele tinha aquelas pontinhas mais compridas na frente. Aqui eu cortei elas fora e deixei um pouquinho mais curto e também mais loiro do que estava.

Dezembro 2017 – O marco da maior mudança capilar que eu já fiz na vida e nunca tinha pensado que um dia faria: platinei completamente o cabelo! Eu estava em um ponto que meu cabelo parecia marcado demais com a pintura, um tempo sem fazer etc. Eu precisava refazer ou então radicalizar. Para a surpresa da minha zona de conforto: eu radicalizei.

Quero acrescentar aqui que isso tudo pode soar meio fútil para algumas pessoas, mas se encontrar e se amar não é fútil. É essencial, autoestima e confiança é primordial para o nosso crescimento como pessoa.

Eu gosto de repetir muito isso porque eu já vivi com alguém que brigava comigo toda vez que eu me sentia gorda ou feia, dizendo que eu deveria me preocupar com outras coisas. NÃO! Você não precisa selecionar coisas para se preocupar. Se você não tá feliz com a sua aparência, você precisa fazer algo para mudar isso. Ter autoestima e se sentir bonita te dá segurança para encarar muitas outras coisas na vida. Então: NÃO, NÃO É FÚTIL. Nunca deixem que alguém te coloque ainda mais pra baixo porque “existem preocupações maiores”.

QUE QUE EU QUERO DIZER COM TUDO ISSO?

Que não tem coisa melhor do que você ir se descobrindo com o passar do tempo, com a liberdade de ser quem você é e não ter ninguém do seu lado te carregando pra baixo e indo contra qualquer decisão sua.

Nesses últimos meses eu venho me questionando muito sobre esse medo de mudança e sobre como a gente perde tanta oportunidade na vida porque não arrisca, porque pode dar errado. A falta de coragem (pra qualquer situação na vida) faz com que você nunca descubra a felicidade em uma coisa nova.

Eu amei essa última mudança, eu amei o meu cabelo platinado e eu me pergunto como vivi a vida toda morena hahaha Agora, pensa se eu tivesse medo e fosse só refazer o loirinho mixuruca que eu tinha? Não estaria nem de longe desfrutando da felicidade que esse conhecimento a mais sobre eu mesma me causou.

Podia ter dado completamente errado, meu cabelo podia ter ficado uma droga a ponto de fazer eu querer raspar a cabeça (aliás, é uma vontadezinha bem profunda que eu tive/tenho). Mas, no fundo eu tinha meio que um plano B, que não era o ideal talvez, mas que poderia servir de um consolo por mínimo que fosse. Faz parte da vida algumas coisas darem errado, mas também faz parte da vida outras coisas darem MUITO certo.

POR ISSO:

  • É importante você ter por perto pessoas positivas e que te apoiam nas suas decisões, que digam “Faz mesmo!”.
  • É importante ter coragem para encarar novos ares, decidir mudar, querer mudar e bater de frente com alguma situação que possa dar errado. Porque PODE DAR MUITO CERTO!

Eu não quero mais ser o tipo de pessoa que tem medo de qualquer coisa que fuja da minha rotina. E você?

beijin mores.

Deixa um oi aqui!

Uhum, você vai gostar:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *