É EXAUSTIVO PENSAR QUE NÃO PRECISA EMAGRECER

Categorias você é linda!

Ultimamente ando numa montanha russa entre emagrecer e engordar. Isso está basicamente acabando com o meu psicológico. E então, parei pra pensar.

Entrei num modo involuntário de ficar o tempo todo me reafirmando que “eu não preciso emagrecer para me sentir bem comigo mesma”. Isso para diversas situações como:

  • eu não vou comer isso porque faz mal e não porque PRECISO emagrecer
  • eu vou fazer esse exercício porque é bom para o corpo e mente, não vou pensar em emagrecer
  • vou usar essa roupa porque me sinto bonita e não porque eu me sinto mais magra
  • vou deixar de usar essa roupa porque não faz mais o meu estilo e não porque me faz sentir gorda.

Entenderam? Acaba que o tempo todo eu fico nesse looping insuportável e exaustivo. É o que vem acontecendo nas últimas semanas.

Eu não preciso emagrecer para me sentir bem. Eu posso me sentir bem desde já. Porque não?

As pessoas falam que eu andei emagrecendo. SOCORRO, já entro na pilha de: não fica feliz, porque tá tudo bem, não tem problema nenhum ué. É só uma observação. Fica de boa Renata. Legal, mas nada de especial esse comentário.

A real é que quando alguém faz essa observação, ativa a alavanca do: pô, se eu emagreci assim de maneira involuntária -quer dizer, eu não estive fazendo nenhuma dieta ou exercício para isso- eu posso muito bem fazer algo proposital e perder aqueles kg que eu sempre quis, sempre quis porque sim.

Emagrecer de maneira involuntária, sem perceber, é leve e mentalmente saudável. Ah, as vezes eu me privo de comer coisas por preguiça de cozinhar, porque não quero gastar ou porque eu não estou com fome.

Mas parar de comer por vontade de emagrecer e fazer exercícios com essa pressão estética impregnada na minha cabeça, é sofrido, exaustivo e angustiante. Além de desnecessário e árduo.

E eu, que sempre convivi com amigas muito magras. Na escola, depois na faculdade, no trabalho, na vida num geral. Sempre vendo as roupas que eu adoro ficarem muito melhores nas minhas amigas porque elas tem as pernas finas ou porque não tem bunda.

Mas, percebi que faz um tempo que eu mudei a perspectiva como eu vejo várias situações: parei de prestar atenção em como as roupas que eu gosto ficam lindas em mulheres super magras e comecei a prestar atenção em pessoas com mais ou menos o mesmo biotipo que o meu. Parei de seguir musas fitness no instagram e passei a seguir mulheres que estão -ou pelo menos em busca- na paz com o seu corpo.

Enfim, eu coloquei a minha cabeça mais dentro da realidade e mais fora das revistas e televisão.

O corpo perfeito é totalmente fora da realidade e é só prestar atenção que todo mundo está insatisfeito com alguma coisa e a gente só enxerga como lindo no outro aquilo que condenamos no nosso corpo. Por exemplo: eu acho que pernas finas são bem mais bonitas que pernas grossas. Minha amiga de pernas finas reclama porque acha que as pernas dela são tortas. Eu não vejo isso, porque obviamente o ângulo das pernas não me incomoda.

Braços gordos nunca me causaram grande coisa. Uma outra amiga minha sim, detesta eles. Eu falo “larga de besteira, não tem nenhum problema nisso”. Sim, para mim.

Ou seja, a gente coloca a nossa expectativa pessoal em cima da outra pessoa e acha que ela não deveria reclamar daquilo, baseado na nossa própria vivência. Quão egoísta é isso?

Eu detesto as minhas coxas grossas. É a única coisa no meu corpo que eu não gosto. De duas perspectivas: estética e funcional.

Estética porque como eu já falei aqui mil vezes, eu acho bonito mulher de perna fina. Funcional porque no verão é UM SACO ficar cuidando para elas não assarem porque encostam uma na outra e calças que vão pro lixo rápido porque rasgam no meio da perna.

A real é que estamos programadas para nunca nos sentirmos satisfeitas com os nossos corpos. Apesar de eu sentir que isso vem mudando devido a quantidade de mulheres que começaram a expor a vida real e estão trabalhando para aceitarem seus corpos

Aceitar. Essa é a palavra que cabe aqui para mim. Afinal, se ACEITAR já é difícil, imagina AMAR algo que nascemos fadadas a detestar? Então não, eu não vou usar -ao menos por enquanto- a coisa de ame seu corpo.

Aceitar é um bom passo. Ser gentil consigo mesma. Construir uma autoestima minimamente estável para que você se olhe no espelho e veja que é incrível ser quem você é e parar e bater o olho diretamente naquela parte que te incomoda. Olhar o todo sabe?

É isso, um passo de cada vez. Um elogio para si mesma hoje. Usar algo que te faz se sentir bonita amanhã. Olhar com mais carinho para o seu corpo na próxima semana. Prestar atenção no que você gosta no próprio corpo e por aí vai.

E se sentir na merda vez ou outra. Isso também é importante. Porque é inevitável, então se permita viver também um dia que você tá se sentindo um cocô e faça algo para minimizar esse impacto: colocar uma roupa que te faz se sentir bonita, usar um batom que você ama ou outras sugestões que você pode ler clicando aqui, um post/guia sobre como atravessar um dia de merda.

Agora, vou concluir esse post sugerindo um exercício para você: aceite elogios.


Quando alguém te dizer que sua roupa é bonita, que gosta de algo em você: DIGA OBRIGADA!

Não vem com essas merdas de: não lavei o cabelo hoje ou foi a primeira roupa que eu vi na minha frente.

DIGA OBRIGADA. Tá bom?

beijin.

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